Penso noventa e
nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio e
eis que a verdade se revela.
Albert Einstein .
Na busca de novos tratamentos para o câncer, a medicina obteve suas maiores vitórias contra os tipos mais raros, entre eles a leucemia. A doença, que afeta os glóbulos brancos do sangue, pode ser tratada com sucesso por meio do transplante de medula óssea. Leucemia é uma doença que se caracteriza pela proliferação anormal de leucócitos (glóbulos brancos) na corrente sangüínea. Do ponto de vista da forma como evolui, a doença pode ser aguda ou crônica. Do ponto de vista do tipo predominante de células envolvidas, pode ser linfática, quando afeta os linfócitos, e mielóide, se afeta os neutrófilos, produzidos na medula óssea. Uma das causas da doença é a exposição à radiação, e outros dados sugerem fatores hereditários. Pode ser detectada antes do aparecimento dos sintomas por meio de exames de sangue periódicos e biópsia da medula óssea. A leucemia aguda às vezes simula um processo infeccioso. Pode ser precedida de mal-estar generalizado, desânimo e perda de apetite. Os sintomas típicos incluem ainda anemia, hemorragias, palidez, febre, cansaço, perda de peso e lesões nas mucosas. A leucemia linfática aguda, forma mais comum em crianças, já chegou a matar noventa por cento de suas vítimas em seis meses de evolução, antes que se descobrissem medicamentos mais eficazes capazes de controlar a doença. Com tratamento contínuo, mais da metade dos pacientes deixam de manifestar os sintomas por cinco anos ou mais, possivelmente curados. O tratamento de outros tipos de leucemia não apresenta resultados tão positivos, como no caso da mielóide aguda, mais comum em idosos, em que mais da metade dos pacientes se livra dos sintomas, mas por curtos períodos. A leucemia mielóide crônica, mais freqüente em adultos em torno de quarenta anos, pode ficar inativa por longos períodos antes de manifestar os sintomas, que podem ser parcialmente aliviados pela quimioterapia. As taxas de sobrevivência são maiores nos casos de leucemia linfática crônica, que pode ficar inativa por meses ou anos e raramente é causa de morte, mas deixa o paciente mais vulnerável a infecções ou hemorragias fatais. Um terço desses pacientes sobrevive dez anos após o diagnóstico. |
Já sabe que os seres vivos de um mesmo grupo que são capazes de se reproduzirem, produzindo descendentes férteis, pertencem a uma mesma espécie. Por exemplo, temos espécies de cães, de gatos, de mangueiras, de bois, etc. Indivíduo ==> "unidade" na organização dos seres vivos Temos quatro espécies diferentes: a do cão, a dos gatos, a das borboletas e a do mamoeiro. Mas temos sete indivíduos, ou sete organismos. Você pode considerar o indivíduo como sendo uma "unidade" dentro de cada grupo de espécie. Sendo assim, temos: um indivíduo da espécie cão; dois indivíduos da espécie gato; três indivíduos de uma espécie de borboletas; um indivíduo da espécie mamoeiro. A partir dessa idéia, vamos estudar os diferentes níveis de organização dos seres vivos. Vamos tomar o gato como base de estudo. População, conjunto de indivíduos da mesma espécie vivendo numa mesma região Se um gato é um indivíduo, muitos gatos são uma população de gatos. Então podemos dizer que população é o conjunto de indivíduos da mesma espécie que vivem numa mesma região. Comunidade, conjunto de populações coexistindo numa mesma região Considere todas as populações que coexistem numa mesma região, como as populações de cabras, de roseiras, de coelhos e de formigas. Neste caso, temos uma comunidade. Numa comunidade, os seres vivos interagem, isto é, estabelecem relações entre si. Diz-se que existe uma interdependência entre os seres vivos. Se, por exemplo, os vegetais desaparecessem, toda a comunidade ficaria ameaçada, pois os animais não encontrariam mais alimentos e acabariam morrendo. Outro exemplo: O extermínio de cobras em uma determinada região pode favorecer um aumento excessivo no número de ratos e outros roedores, que servem de alimento às cobras. O aumento exagerado das populações de ratos e outros roedores pode provocar na região uma grande redução na população de gramíneas e vegetais herbáceos, que servem de alimento a esses animais. Sem a cobertura vegetal, o solo fica exposto à erosão pelas águas das chuvas e tende a ficar estéril, dificultando o desenvolvimento de plantas nessa área. Da mesma forma, se os microrganismos decompositores presentes no solo desaparecessem, não haveria a decomposição dos cadáveres dos animais e dos restos vegetais. Sendo assim, não haveria também a formação do humo que fertiliza o solo e fornece sais minerais aos vegetais. Ecossistema = comunidade + meio ambiente Você já tem três níveis de organização dos seres vivos: Primeiro nível: os indivíduos; Segundo nível: as populações; Terceiro nível: as comunidades. Os seres vivos de uma comunidade são os componentes bióticos de um ecossistema; fatores físico-químicos do ambiente (luz, água, calor, gás oxigênio, etc.) são os componentes abióticos de um ecossistema. Assim, um lago, um rio, um campo ou uma floresta são exemplos de ecossistemas. Neles, encontramos seres vivos diversos (componentes bióticos) que se relacionam entre si e com os vários fatores ambientais, como a luz, a água, etc. (componentes abióticos). Habitat, "endereço" de uma espécie num ecossistema Na natureza, as espécies são encontradas em lugares determinados. É como se fosse um endereço. Por exemplo: a onça e o gambá vivem na floresta e não no deserto; o camelo e o rato-canguru vivem no deserto e não em uma floresta; o Curimatá vive no rio e não no mar; a sardinha vive no mar e não no rio. Esses exemplos mostram que cada espécie está adaptada para viver em um determinado ambiente: floresta, deserto, água doce, água salgada, etc. Esse lugar, onde a espécie vive, recebe o nome de habitat. Nicho ecológico, modo de vida de uma espécie num ecossistema O conjunto de atividades ecológicas desempenhadas por uma espécie no ecossistema recebe o nome de nicho ecológico. Como se conhece o nicho ecológico de uma espécie? Para conhecer o nicho ecológico de determinada espécie, precisamos saber do que ela se alimenta, onde se abriga, como se reproduz, quais os seus inimigos naturais, etc. Vamos ver alguns exemplos: a cutia e a onça podem ser encontradas na mata Atlântica; possuem, então, o mesmo hábitat. No entanto, os nichos ecológicos desses animais são diferentes. A cutia é herbívora, alimentando-se de frutos, sementes e folhas; abriga-se em tocas ou em tocos de árvores e serve de alimento para animais diversos, como a própria onça. Já a onça é carnívora, alimenta-se de animais diversos, como cobras e macacos, e não vive em tocas. Como se vê, cutias e onças têm modos de vida diferentes, isto é, desempenham diferentes atividades dentro de um mesmo ecossistema. Logo, o nicho ecológico da cutia é diferente do nicho ecológico da onça. Logo, o nicho ecológico da cutia é diferente do nicho ecológico da onça. A competição num ecossistema Num mesmo ecossistema, quando duas espécies de seres vivos têm nichos ecológicos semelhantes, haverá competição entre elas. A competição ocorre quando indivíduos de uma mesma espécie ou de espécies diferentes disputam alguma coisa num mesmo ambiente, como alimentos. Na natureza, quando a competição se torna muito grande entre seres de espécies diferentes, a espécie menos adaptada migra para outras regiões ou muda seus hábitos alimentares, podendo até ser extinta da região em que vivia. Além do alimento, os seres vivos podem competir por outros fatores do ambiente, como um abrigo para morar, água ou uma sombra para se protegerem do calor do sol. A competição é um tipo de relação ecológica. Ela funciona como mecanismo de seleção natural, pois os indivíduos que conseguem vencer a competição podem provocar o desaparecimento da outra espécie ou a sua mudança de hábitat. Se os nichos ecológicos de duas espécies diferentes forem também diferentes, não haverá competição entre elas. Biosfera, o conjunto de todos os ecossistemas do planeta O conjunto de todos os ecossistemas da Terra forma a biosfera. A biosfera é a parte da Terra onde existe vida. É uma fina camada abaixo e acima do mar, onde os seres vivos encontram condições favoráveis à sua sobrevivência. |
O genoma humano, na sua forma diplóide, consiste em aproximadamente 6 a 7 milhões de pares de bases de DNA organizados linearmente em 23 pares de cromossomos. Pelas estimativas atuais, o genoma contém 50.000 a 10.000 genes (os quais codificam um número igual de proteínas) que controlam todos os aspectos da embriogênese, desenvolovimento, crescimento, reprodução e metabolismo-essencialmente todos os aspectos do que faz o ser humano um organismo funcionante. A caracterização e conhecimento dos genes e sua organização no genoma têm um impacto enorme na compreensão dos processos fisiológicos do organismo humano na saúde e na doença e, por conseguinte, na prática da medicina em geral. |